Quando reencontrei Paulinha*( parte integrante do meu passado de 7 anos de namoro) não imaginei que ficaríamos amigas tão rapidamente, já que antes, não éramos tão chegadas. Nesse nosso reencontro ficamos coladas, pra onde uma ia a outra estava junto, dormíamos na mesma cama sem qualquer intenção extra(Eu achava sinceramente isso) como todo papo de mulher, falávamos sobre tudo e inevitavelmente sobre sexo, assunto esse que adentrava a madrugada, e quando era regado a vinho, eu obtinha revelações bombásticas.
Numa dessas madrugadas revelei-lhe meu gosto por meninas, ela mascarou seu interesse dizendo ser apenas curiosidade. Eu fingia não notar sua curiosidade e a cada dia mais aumentava meu desejo por ela.
Com nossa amizade cada vez mais forte, passamos a ficar mais próximas e numa dessas noites ela me confessou estar interessada em experimentar. - "Só quero ver como é" - Dizia ela sorrindo maliciosamente.
Nos beijamos , eu despi Paulinha pausadamente e perguntei se era aquilo mesmo que ela queria, porque esse é um caminho sem volta, e ela disse que confiava em mim.
Devidamente despidas( sem roupa e pudor) minha boca percorreu pelo seu corpo sem pressa, sentido cada ponto seu, como quem sorve um cálice de vinho raro. Beijava sua pele arrepiada e quente e com precisão cirúrgica introduzi minha língua nela, de forma suave, mas contínua. Após minutos longos de gemidos, pele suada e respiração ofegante, percebi que ela tinha chegado ao seu orgasmo.
Apesar de ter sido a primeira vez, Paulinha não se sentiu tímida. Beijou minha boca com uma fome voraz, suas mãos hábeis percorreram meu corpo, nos beijamos muito, nossos corpos estavam saciados. Pernas entrelaçadas, cabelos misturados eram a prova de total afinidade. Dormimos desse jeito, uma aconchegada à outra.
Pela manhã nenhuma das duas trocou uma palavra sequer, fui para o trabalho feliz por ter tido uma boa noite, mas triste por perder a amiga. Por volta de meio dia, recebi uma mensagem no meu celular que dizia assim: - "Perdoe meu silêncio, não sei o que te falar sobre nossa noite. Gostei de verdade, não existe palavras no meu vocabulário pra descrever o que senti. Tenha certeza que com vc consegui o que sempre tentei com os homens."
A noite nos encontramos e tivemos uma conversa sobre o ocorrido. Ainda somos amigas, mas nada será como antes.
* Paulinha é um nome fictício.
11 confissões:
Relação de amizade colorida bem gostosa de se ler e de se imaginar. Queria ser uma mosquinha pra ver essa noite de loucuras de quem sorve um vinho raro.
Muito bom teu texto!
beijos
Queria ser uma mosquinha pra ver essa noite de loucuras de quem sorve um vinho raro. [2]
Pensando bem, ou as mulheres estão muito carentes ou os homens não estão fazendo seu trabalho direito? Ou os dois?!
Que mulher poderosa!
Bjs.
Excelente texto. Nos dá a chance exata de imaginarmos como são as suas madrugadas. Aventura narrada de forma leve e sutil.
Excelente
Uau. Li esse texto e morri de vontade de conhecê-las, tbm queria ser uma mosca como disseram acima.
São textos como esse que nos faz ver o quanto a vida é boa e generosa.
Continue assim, relatando suas experiências e nos deixando loucos...
Beijos
Quando há o fluxo do amor, tudo adentra por esfera de compreensão mágica e não menos saudável.Assim é que o bom não tem como ser ruim.
Cadinho RoCo
Ultra violet, os homens não entendem a alma feminina, eles são egoístas...
delícia...
que noite exageradamente deliciosa, transbordante de volúpia e beleza...
a vida se faz de verdade quando vivemos momentos "como quem sorve uma vinho raro".
b.e.i.j.o.s.
Voltei e percebo que ainda está em gestação para nova publicação.
Cadinho RoCo
"só pra ver como é"...
feliz dela que viu!!!!
aff, q vontade! rsrsrs
bjs gostosos,
fê_casalqseama*
Voltei em busca de novidade. Por isso, que este comentário seja revertido em estímulo para nova publicação.
Cadinho RoCo
Uau, noite boa desse casal de gatas personagem de um livro bastante sensual. Adorei saber o que as meninas fazem em suas madrugadas.
bjs
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