Estranho amor

domingo, 26 de abril de 2009

2 confissões  

Estendeu a percepção, fez os sentidos trabalharem de uma forma ordenada. A visão captou a forma, era um corpo humano, feminino, esguio. Ficou retido em sua retina as vestes comportadas de uma boa moça de família, a calça justa realçando a preferência nacional . O único laivo de vaidade.



Estranho, o tato é o sentido mais amplo do ser humano e é tão desprezado. Sentiu a maciez da sua pele através da pelo do seu rosto, o anacrônico beijo em cumprimento. As mãos apertaram as suas, os dedos, onde o tato é mais refinado, acariciaram as mãos numa carícia muda. Eles se tocaram pelos olhos, os delas escuros, alegres e cheios de promessas não cumpridas.

Eu estou vivo, respiro. Pensou ele. Deixar de sentir o perfume de tudo é uma blasfêmia, um atentado contra a vida. Cada inspiração trazia um pouco dela para dentro de si. O cheiro do corpo mascarado em algum perfume suave. Uma inspirada mais profunda e sentiu o cheiro do sabonete. Imaginava-a tomando banho, a água escorrendo pelo seu corpo. Uma mulher quando sai do banho traz consigo uma volúpia hígida. Perceba uma gota d´água presa ao corpo de uma mulher, evaporando lentamente, levando consigo uma doce sensação lúbrica.

A audição é um sentido primevo, troglodita. Confirme você mesmo. Olhe sua orelha e veja os pequenos pelinhos que enfeitam a orelha, resquícios de nossa ancestralidade animalesca. Uma mordida na orelha, uma carícia com a língua e nossos mais primitivos desejos afloram. As palavras são inúteis quando corpos comunicam entre si. Mas uma palavra dita na orelha, sussurrada, confessada, tem o gosto de se perder a alma.

O paladar, ah doce paladar! O corpo humano tem seu gosto, você pode mascarar seu cheiro, sua voz, ocultar-se de seu campo de visão, mas seu gosto, nunca. A língua é táctil, sonora, olfativa e por que não, visual? A sensação trazida pelo vaguear de uma língua pelo corpo humano é inoquercível. O gosto do corpo humano é único. Torna-se repetitivo em propalar uma verdade por demais conhecida, mas é verdade. Suores, perfumes, poluição, roupa, tudo contribui para que o gosto seja único em cada pessoa.

Ele percebe nela um gosto pasteurizado. Tudo cheira bem, tem aparência boa, tem gosto bom. Cadela, veio pronta para o crime. Ele se sente meio objeto, mas dura pouco. A sedução tem meses, era de se esperar que um dia fosse recompensada. Todos os seus sentidos se brindam com o corpo dela, misturam-se os sentidos. Ele a vê com o tato, o cheiro com a audição, sente com os olhos e ouve com o paladar. Confundem-se os corpos, ela o sente em arquejares e gemidos, ele arqueja e geme também. Não é uma dama, sua boca profere palavrões pesados. Não sou filho de padre. Ele retruca em mesmo tom. Ela guincha feito uma porca , o provoca com seu falso puritanismo, quer ser tratada como uma fêmea no cio. Castiga seu corpo à exaustão, bebe seu suor, a saliva, todas as secreções . Sente-se completa com a cumplicidade.

O corpo dele cai exausto e ela deita a cabeça em seu peito. O Cabelo cheira gostoso, uma mistura de suor e xampu. É bonito ver uma mulher de corpo suado, nua. Tem um brilho escadâneo, sensual. É cúmplice no prazer, apenas isso, não lhe pede nada que seu corpo não possa ter na mesma hora. Ele vê uma virgem funcional, explora seu corpo com zelo, não é promíscua e perde sensações com medo de não agradar. Mal sabe ela que o agradou na primeira vez que se viram. Ele esteve com ela muito antes de estar realmente.

Não esgotou com ela as possibilidades do corpo. Foi uma pena, mais difícil do que imaginava. Há uma sede de experimentar que o move em direção ao entreguismo momentâneo do corpo-mente. Evoca em suas fantasias o que fazer com o corpo, tão a sua mercê. Faz ela dançar um balé louco, nu, escravo, apenas uma sombra de timidez em seu olhar. Seu deleite é completo. Beija seus pés em súplica. Está agora despossuído. Sai o macho aterrador, entra o amante servil. Desejar é tudo. Ter é nada. Ela o castiga com a recusa de seu corpo, pede que implore. Ela se torna mais cruel, ele implora com ardor e não é o bastante para ela. Ele está a mercê de sua Senhora.

Pede que a banhe com sua língua, começando pelo dedo mínimo do pé. Ele obedece em gozo, vassalo, faz tudo que ela ordena. Nenhum murmúrio de prazer. Sente que não está agradando. Pede para ser castigado. Ela o marca, morde seu peito, sangra. O cheiro de sangue o enlouquece. Tira dele sangue e gemidos e morde onde só outra amante poderia ver. É única em sua crueldade recém descoberta. Arrasta-o pelos cabelos, joga, humilha, agride. Pede que não pare. Ele descobre o masoquismo, ela o sadismo. São complementares em suas fantasias.

A primeira experiência termina. Marcam outro encontro. Sabe que seu corpo será castigado, sua alma despedaçada, seus valores vilipendiados e tudo pelo prazer de servir. Seguem o roteiro, primeiro a domina, castiga, humilha e só depois ela se vinga. Uma vingança quente, imediata.

Descobriu novas formas de lhe magoar e ele também. Corta seu cabelo em desalinho, pinta de ruivo. Ele a deixa sexualmente ativa com telefonemas obscenos. Ela se vinga no seu corpo, agora cheio de cicatrizes e queimaduras. Tatua seu nome com garfo quente em sua pele, mulher nenhuma o verá nu além dela. É seu desejo. Expele impropérios que só ele entende. Ninguém entende essa relação . Ele está a um passo de agredí-la. Ela percebe e o castiga. Preenche sua boca com seu corpo. Ele a arrasta de perto dos amigos, seu ciúme é real. Seu sorriso de escárnio destoa do sentimento. Ele prova sua devoção em uma mesa de bar, beijando seu pé em frente a todos. Ajoelhado, submisso, entregue, muitas caras de espanto, nenhum outro casal proporcionaria tal demonstração de afeto passional. Beijo na boca é banalidade, mesmo que em público. Provou que a possui por completo, beiando seus pés.

Ele encara os machos da mesa, nenhum é tão macho quanto ele. Exala uma vileza quando a domina por completo. Nenhum deles pode manietar uma mulher como ele faz. Amam de forma incompleta. Mulher é posse, feudo de um homem só. É toda sua, eis a razão de beijar seus pés.

Secret Things

domingo, 22 de fevereiro de 2009

2 confissões  

Toda mulher precisa aprender estas lições:

Próximo Capítulo: Manual de instrução dos homens.

Morena: - Primeiro, pegue um bom homem, mas não caia de amores por ele. Finja que você é uma boa garota e inocente. Faça-o se sentir seu protetor.

Loira: - Todas nós podemos fazer isso. Os caras só querem foder e se mandar.

Morena: - É porque você não fode com eles primeiro! Pelo menos, não assim... Sem que eles percebam, estude-os, deixem-os falar. Descubra suas fraquezas e paixões: dinheiro, carros, sei lá! Sucesso e trabalho... Quando descobrir, bajule. Depois que você escolher seu homem, renda-se a ele. Nunca no primeiro encontro. Ele vai te achar fácil. Mas também não espere tanto. Depois e 3 ou 4 encontros, dê o que ele quer. Dê prazer. Deixe ele pensar que só ele pode te fazer chegar ao clímax. Seja a mulher doce e feliz. Mas, não por muito tempo. De repente, na cama, pare de fingir. Quando ele perceber que não está te dando prazer, ficará desnorteado. Então, sem avisar, largue-o e comece a enganá-lo. Numa noite, se possível com outra mulher. Isso irá deixá-lo humilhado. Ele ficará louco e voltará de joelhos pra você.

Loira: - Isso funciona sempre?

Morena: - Frequentemente. Este é o mistério da natureza humana. Nós queremos aquilo que resiste ou escapa de nós.

Loira: - Quem te ensinou isso?

Morena: - A vida, minha mãe. Mas eu e ela, somos pobres. Eu também li muito. Fui a escola igual você. Isso não nos impediu de acabar no mesmo clube de strip. Nós mulheres, temos falta de confiança e ousadia. Alguém tem que estar sempre atrás de nós. É como se fosse numa sala de aula. Minha mãe me disse que eles ficam assim por uma razão. Elas não ousam subir. Seja ousada! É o que ela sempre dizia. Ela sabia da natureza humana.

Loira: Bem, nenhum cara nunca me fez sentir um orgasmo.

Morena: - Eu sei, tudo bem.

Loira: - Se você diz.

Morena: - Você logo vai entender. O que você faria com seu namorado?

Loira: - Fingiria.

Morena: - Por que?

Loira: - Porque eu queria fazê-lo feliz.

Morena: - Não, você se sentiu culpada achando que o problema era você. Você estava errada. Lição número 3: Femmes Fatales são geralmente narcisistas ou lésbicas. Elas são frígidas com homens. Elas gozam quando querem, o que não acontece sempre. Essa é sua força. Como famosas cortesãs.

Loira: - Você quer fazer de mim uma garota de programa?

Morena: - Não, estou te ensinando sobre a vida. Agora, com famosas cortesãs os caras querem obter sucesso, onde outros falharam. O orgulho faz um homem gastar sua fortuna para serem vistos com elas. A frigidez funciona com os homens. O sexo te escraviza, mas o escravo precisa ser o outro. Agora você pode gozar sozinha, você é livre, entendeu?

Loira: - E o amor?

Morena: - Nosso inimigo Número 1! O verdadeiro risco. Na guerra, se você parar de pensar, você morre. Se você se apaixona, está perdido. Sua vida foi um mar de emoção até agora? Seja realista, ninguém irá te ajudar a mudar sua vida. O verdadeiro amor pode esperar.

Agora me diga como você fingiu para ele...

Filme: Secret Things - Jean Claude Brisseau.

Grand Hotel

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

3 confissões  

Já passava da meia noite no Grand Hotel. Ela caminhava no longo corredor do hotel perdida num labirinto de portas cor de canela e procurava o número daquele quarto. Ecoavam no silêncio, seus passos largos e obscuros e o som do tilintar do salto fino e alto no frio mármore cinzento. Ela, cansada da vida rotineira , recebera uma inesperada ligação no meio da noite. O chamado daquele estranho a deixou num estado de ansiedade contínua que lembrava o começo de tudo.

No quarto, ele a esperava perdido na fumaça do seu cigarro e confuso entre a agonia e excitação. Sem saber se havia tomado uma decisão sensata . Ligou para uma mulher que conhecera num bar. Ela com inúmeras intenções, deixou o número de seu celular no bolso da calça jeans escura. Por um instante, decidiu cacelar o encontro, dizer que foi um engano, mas era tarde demais para voltar atrás. Naquele momento, ouviu as batidas fortes e insistentes na porta.

Era ela. Era ela. E então achou a resposta para a sua coragem súbita. Abriu a porta, deparou-se com uma mulher , vestida com um sorriso insinuante, sobretudo preto, suas mãos tinham dedos finos e delicados e contrastavam com as unhas pintadas de negro, botas de cano alto e salto agulha prateado. Seus cachos longos cor de mel, pendiam esplendorosamente como doces cascatas abaixo dos seus seios, propositalmente denunciados pelos botões entreabertos do casaco. O olhar era firme e marcado pelo excesso de delineador, maquiagem pesada e batom vermelho cereja. Se não fosse pelo perfume forte e barato, ao menos poderia fingir que ela era Ela.

Ela com um sorriso jocoso, disse : - Serviço de quarto!
Entrou sem cerimônias. Ela leu no olhar dele quê de incerteza. Não poderia perder a noite e nem o cliente bonito, é raro ter lucro e diversão ao mesmo tempo. Sem perder tempo, com as mãos espalmadas, foi em sua direção e disse:
- Vou logo avisando , quero o pagamento adiantado. É assim que trabalho.
De repente, ele esqueceu das suas inquietações. Talvez atordoado e um pouco irritado pela súbita frase, respondeu sem pestanejar:
- Bem, primeiro eu tenho que ver se a comida está quente e gostosa.

Nem deu tempo para resposta. Aproximou-se dela e com um movimento brusco, mas delicado, enfiou a mão por baixo do seu sobretudo. Colocou rapidamente a calcinha para o lado e enfiou os dois dedos dentro do seu sexo úmido. Fazendo movimentos circulares, sentiu uma cascata quente inundando a palma de sua mão e levou os dedos à boca. Ela logo mudara o tom imponente da sua voz, para dar vazão a um suave, mas ininterrupto gemido e disse:
- Eu sempre me esforço para dar o melhor aos meus clientes. Pelo visto, eu não sou a única profissional aqui...
- Você me lembra uma pessoa.
- Pode me chamar pelo nome dela... Aliás, você pode me chamar do que quiser. Só não pode me bater.

Respondeu sem pudores e sem rancores. Não queria mesmo perder o cliente. O prazer mostrava-se cada vez mais iminente. Bem, pelo menos ela não perguntou quem era ela. Pensou ele, rindo consigo mesmo. Como se quisesse afastar qualquer memória que insurgisse e msua mente, logo a empurrou contra a parede, quase arrancando os botões do sobretudo preto que resistiam a abrir-se para mostrar seu corpo. Então percebeu que ela vestia apenas uma lingerie de renda preta, deixando seu pau em ponto de bala. Ela nem tirou as botas, ajoelhou-se na frente dele e com um único gesto, já o tinha nas suas mãos.

Acariciava devagar aquele membro rosado, deliciava-se lambendo a ponta do pau, tovava seu corpo como se fosse um delicado instrumento musical. Sem pressa, o saboreava, chupando voluptuosamente de cima a baixo, como se fosse uma garotinha com um sorvete de baunilha. Ele , ofegante, perdia-se, emaranhado em seus cabelos longos, dizia:
- Como você me chupa bem sua putinha. Agora você vai sentir o meu pau gostoso dentro dessa tua buceta.

Com um gesto esparso, virou o corpo dela contra a parede do quarto, onde apoiou as mãos. Seus seios encostavam no concreto pintado de marfim, ela empinava a bunda, e ele enfiava nela seu pau bem duro, o mesmo a latejar de tesão todas as noites, sem poder aliviar seu destino. A cena refletida no espelho do quarto dava mais estímulo. Cheio de tesão, metia o pau com mais força, enquanto fazia de rédeas, os cabelos loiros e macios, com aroma suave de camomila. O prazer era imenso, ela gemia tanto, sem se importar se alguém ouvia:
- Me fode, filho da puta.

Então, ele a empurrou na cama. Deitada e nua, com os cabelos espalhados pelo lençol branco, ele contemplava sua pele morena clara, os seios pequenos e firmes, de auréolas rosadas e grandes que cabiam na palma de sua mão. Ele parecia um bebê sorvendo a vida em pequenos goles, lambia e mordia o bico de seus seios entumescidos e ela delirava de tesão. A deixou de quatro como uma égua no cio e recomeçou a sua surra de pau.
- Não tá sentindo meu pau, sua putinha gostosa? Rebola mais gostosopra mim, vai.
Ele dizia, enquanto dava precisas batidinhas na sua bunda. Ela fazia movimentos sinuosos, deixava o pau dele escapar da sua buceta quente e molhada, só para sentir o prazer de encaixar-se novamente, como se brincasse com o brinquedo preferido.

- Assim? ou assim?
E ele puxava seus cabelos, tentando comandar os seus movimentos. Cavalgava naquela mulher, puro sangue. Beijava sua nuca e tentou alcançar sua boca, quando ela reclamou:
- Ei, você não pode me beijar na boca!
- Eu pago o que você quiser.
- Não. Te dou de brinde. Pra você é de graça.
- Então eu te beijo e depois gozo na tua bunda.
- Negócio fechado!

Insinuante, ela vira de costas. Ele fecha os olhos e mete,bem forte, como se quisesse chegar ao limite daquele paraíso de um imenso prazer. Sentia o vai e vém do movimento selvagem e animal, o mergulho profundo e pressionava com força, deixando a marca vermelha de seus dedos. Quando o gozo inudava seu corpo de êxtase, jorrou todo seu leite dentro dela, ao mesmo tempo, ela se contorcia num ápice de sensações prazeirosas. Cansado e suado, ele estende-se sobre o corpo dela. Pousou sua cabeça, fazendo um ninho entre aqueles seios. Conseguia escutar as batidas nervosas do seu coração, e a beijou delicadamente.
- Eu te amo, minha putinha gostosa. Você estava excelente no seu melhor papel.
- Sei que você adora essa minha versão.
- Só não deveria exagerar no perfume forte e barato. Se não fosse você, teria brochado!
- Ih , se isso acontecer peço o divórcio. Mas, tinha que ser bem realista, né? Senão perdia o clima. Mas, bem que você deveria me pagar mesmo...
- Vou te pagar agora!

E ele abre as pernas dela. Começando tudo de novo...

Uma questão de gosto

terça-feira, 2 de setembro de 2008

11 confissões  




Tenho um gosto duvidoso e audacioso. Um pouco travoso, eu admito. Essa mania de ser e querer tudo diferente fez da minha vida um carrossel de emoções. Eu digo e repito sem vergonha, tenho uma queda pelo lado negro da força. Adoro o tipo de homem cafajeste, canalha, galinha, safado, sem vergonha, cachorro, filho da puta, enfim...Vou parar de xingar porque eu gosto... Onde eu tava mesmo? Ah, sim, bem, continuando... Se eu não tenho vocação para santa porque gostaria de padres, frades, monges budistas?


Odeio homens bonzinhos. Aqueles com cara de bobo da corte e com beijos babados. Geralmente, mandam mensagem de hora em hora, insistem no encontro e os braços parecem tentáculos. Vejam bem, não sou mulher de malandro, mas me excita o prazer do jogo de sedução, o embate velado, a atmosfera de mistério me envolvendo. Ser ou não ser? Adoro saborear cada dúvida da conquista, como um licor bem caro.

Homens canalhas têm um brilho raro, um charme peculiar. Parece encanto. Eles tem o dom de deixar qualquer uma perdida porque conhecem os desejos da mente feminina. São a promessa de diversão garantida, com habilidades (manuais?) e apetite sexual. O homem cafajeste muito me interessa pelo senso de humor, inteligência e o gosto refinado (nem todos, ok?), mesmo se perdem o padrão de qualidade. Afinal, se não fossem bons de cama, não tinha tanta mulher na fila pedindo bis. Eles têm prazer em experimentar todos os tipos de mulheres para exercício de vaidade. E não falo do cafajeste que te faz mil promessas e depois descarta feito papel de bombom. E sim daquele que te conduz ao delírio e mantém sua presa por vontade porque o gostoso mesmo é aquela sensação de perigo iminente. Você sente a vertigem de cair a qualquer momento num abismo, sem salvação. E de repente, você está prestes a comenter o maior erro: exigir exclusividade. Isso é algo raro para eles. No mínimo podem oferecer uma estabilidade a mulher que aceitar sua "índole".

Não se trata de masoquismo. A intensidade das emoções de uma vida afetiva instável pode ser excitante. A imprevisibilidade tem um charme. Se ele for comprometido, o desejo cresce vertiginosamente. O proibido é o combustível do desejo.

Quando conheci meu namorado, o motivo da atração instantânea foi o fato dele ser um galinha inveterado. Agora me excita a idéia de tê-lo como "meu" porque o tornei proibido para as demais. Adoro saber que meu homem é desejado e cortejado por outras mulheres, mas só eu posso ter (será?). O sentimento de posse me dá um estranho prazer. E mesmo que ele fique com outra, é apenas o corpo matando sua fome. É a minha vaidade que impera, é a necessidade do poder, sou possessiva e egoísta. Não gosto de dividir. E tem desafio maior do que conquistar alguém que nunca foi exclusividade de ninguém?

Um dia , todo canalha muda sua sina. Um dia, o galinha acha a mulher para deixá-lo na linha. E hoje, mesmo vivendo de ciúmes do passado que o condena, agradeço todas as mulheres que passaram pela sua cama porque em todos os corpos , em todas as bocas, ele procurava por um fim. Só provando os vinhos, você reconhecerá o melhor sabor. Agradeço a todas, por tê-lo preparado para mim.

Eu já...

quinta-feira, 26 de junho de 2008

12 confissões  




  • Fui muito pura e ingênua.

  • Tive 20 kg a mais.

  • Traí e gostei e contei.

  • Fui traída e não gostei.

  • Fui para o motel só pra conversar..rs

  • Fiz mais sexo solteira, do que casada.

  • Transei com um cara pensando em outro.

  • Tentei dar meu cu várias vezes e nunca consegui.

  • Comi o cu de alguns caras e eles gostaram.

  • Quase fui beijada na boca por uma mulher.

  • Fiz sexo virtual [não tinha jeito!]

  • Fiz um cara brochar. Dizendo ele, porque eu só queria sexo.

  • Transei no primeiro encontro, no segundo, no terceiro...

  • Transei com um (belo) desconhecido que sentou do meu lado no ônibus e nunca mais o vi, infelizmente.

  • Engravidei de um cara que conheci pela internet, 12 horas depois de conhecê-lo.

  • Fiquei 3 dias direto transando. Só parava para comer e ir ao banheiro. Foi tanto que nem conseguia sentar direito.

  • Bati punheta para um namorado, no cinema.

  • Fiquei 2 anos sem fazer sexo e nem senti falta.

  • Transei em barraca de camping, praia (de água salgada e doce), rio, na areia, na cama dos meus pais, do meu irmão, dos sogros, na porta da casa dele, hotel 5 estrelas, hotel de quinta categoria.

  • Fui chupada divinamente por mais de 1 hora.

  • Tive nojo de chupar um pau.

  • Abri as pernas sem vontade, só para ele parar de encher o saco e me deixar dormir.
  • Fingi orgasmos várias vezes, para terminar logo e para sacanear mesmo com o cara.

  • Desejei o primo do meu namorado.

  • Quis transar com o irmão de um namorado (ele era gêmeo idêntico) para ver se o pau dele era idêntico também.

  • Tive um namorado gay por quase 3 anos (só eu não sabia);

  • Transei com ele depois, mesmo sabendo que era gay.

  • Fiz sexo forçada.

  • Transei com um homem drogado. Foi horrível.

  • Transei até o nono mês de gravidez.

  • Dividi um homem com uma amiga, mas não rolou sexo.

  • Transei com alguém assistindo tudo, várias vezes.

  • Assisti outros fazendo sexo.


É claro, comparado aos outros , é de uma freira da Ordem das Carmelitas descalças.


Nada a declarar

domingo, 1 de junho de 2008

8 confissões  


Mal este blog começou e já paira no ar uma crise existencial. Estou achando que esse blog não irá muito longe. O que irei postar? Minha vida sexual ordinária não tem nada de sobrenatural ou especial para atrair o público acostumado a nos visitar. Nunca fiz nenhum menáge a trois [ apesar de ser uma fantasia minha que ficará para ser explorada num outro post ], nem suruba, ou melhor, swing, relações homossexuais, bissexuais, pan-sexuais, o que for... Eu não condeno nenhuma dessas práticas porque acredito que a expressão da sexualidade é muito pessoal e intransferível e cada um deveria ter a coragem e a liberdade de ser exatamente o que é, mesmo no infinito mundo entre as 4 paredes. Será que o fato de não ter a ousadia de me entregar a algumas fantasias reflete o meu total despreparo em não conseguir me desfazer de certas idéias estereotipadas e preconceituosas incutidas pela hipocrisia da sociedade? Ou foi simplesmente falta de oportunidade e vontade?

Leio estes blogs tão recheados de experiências inusitadas, eu babo de inveja e às vezes de excitação, pela criatividade, coragem e entrega. No entanto, dúvidas pairam no ar. Até que ponto tudo aquilo escrito é exatamente realidade ou fantasia? Se for verdade, deve haver uma cisão entre o mundo dos desejos e o mundo real porque ninguém respira sexo 24 horas por dia e a pessoa dever ter muito culhão para encarar todos que sabem das suas preferências sexuais, senão os blogs não seriam anônimos. Seria como viver uma vida dupla, interpretar um personagem dia após dia. Mas, afinal, todos somos meros atores, quando convivemos em sociedade. Sorrimos quando estamos chorando por dentro, para sermos educados e não ter o trabalho de dar satisfação dos nossos próprios atos.

Ironicamente, o anonimato nos confere uma identidade. Usando máscaras é mais fácil expor a realidade dos fatos. Mas, é no palco do sexo, onde raramente os seres humanos conseguem uma atuação plena. Esse é um privilégio apenas nosso. Mulheres possuem o dom de fingir e boicotar o próprio prazer. A gente finge prazer quando fode, pra foder com os homens. Fingir é uma forma sutil de punição pela falta de tato ou até de contato. É como um diálogo fracassado entre dois corpos quando as palavras não encontram uma forma de expressão. Até o poder do nosso sexo, escondido, controvertido e oprimido por séculos de uma sociedade patriarcal é para nós um mistério tão profundo como a dúvida sobre a origem das espécies. A gente não se permite gozar, se tocar, experimentar sensações tão desejadas com medo do que eles vão pensar ou falar de nós.

Ás vezes, penso ser igual a todas as mulheres, mas em outras ocasiões me sinto diferente por demais. Vejo o quanto meu pragmatismo e sinceridade ainda assusta muita gente. Muitos não estão preparados para saber a verdade porque talvez a verdade do outro doa também em nós ou talvez revele o que queremos esconder. Mas, há uma verdade absoluta sobre nós mulheres. Bem ou mal, como diz a música, queremos um homem para chamar de meu homem. Queremos ser fodidas com amor e/ou dor, trepadas selvagens memoráveis, não importa se em lençóis de cetim ou num motel de quinta categoria. Contanto que ele nos dê a sensação de ser amada e desejada como se nada existisse além dos nossos corpos sobre a terra.

Presentinho

sábado, 10 de maio de 2008

3 confissões  


Em pouco tempo de existência ficamos extremamente lisonjeadas de receber a indicação para um selo de dois blogs apimentadíssimos!





Obrigada pela preferência!